Orçamento de emergência
- terça-feira, julho 14, 2009, 12:39
- Bem Estar, Vivendo Melhor
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A palavra chave para organizar o orçamento familiar é planejamento.
Existem alguns princípios básicos para planejar as finanças.
O primeiro deles é conhecer adequadamente as receitas e despesas mensais. Normalmente, as pessoas não conhecem esses dois pontos a fundo, sobretudo as despesas.
Recomenda-se que sejam observadas primeiramente as despesas fixas, como supermercado, condomínio e a escola dos filhos, por exemplo. É preciso considerar também as despesas variáveis, como o lazer ou viagens.
Os itens de despesas mais incidentes são com Alimentação, Habitação, Vestuários e Transportes, Assistência à saúde, Educação, Recreação e cultura, Serviços pessoais e Despesas diversas. Dessa forma, será possível identificar os gastos reais e acompanhar a movimentação durante alguns meses.
Então, a partir deste levantamento geral de todas as despesas, poderemos passar para etapa seguinte que é a reorganização do orçamento pessoal e familiar, que é a classificação por grupo de despesas.
O modelo A-B-C-D em finanças pessoais.
A – Alimentação
B – Básicas
C – Complementares ou Contornáveis
D – Dispensáveis ou Desnecessárias
O primeiro grupo é o A que será formado pelas despesas com alimentação de sua família, identificadas como supermercado, padaria, mercearia, feira-livre e outras.
O segundo grupo é o B de despesas básicas com moradia, aluguel ou prestação de imóvel, condomínio, água, luz, telefone, gás, manutenção da casa, portanto, indispensáveis.
O terceiro grupo é o C de despesas complementares ou contornáveis. Estes gastos contribuem para melhorar a qualidade de vida, como vestuário, cursos, televisão a cabo, cinema, restaurante, shows.
Assim como estes itens melhoram o padrão de vida, também é verdade que em momentos de aperto financeiro poderão ser reduzidos ou eliminados temporariamente, portanto contornáveis.
Logo, o grupo D são despesas desnecessárias ou dispensáveis, que deverão ser.
eliminadas totalmente de seu orçamento, e com a maior urgência e prioridade, pois, trata-se de gastos com juros de cartões de crédito, cheque especial, e pagamentos de contas com atraso, ou ainda empréstimos para saldar dívidas anteriores.
Observamos que as pessoas com o orçamento e as finanças em desequilíbrio requerem um processo de reeducação financeira, e reestruturação de seu orçamento.
Um ponto muito importante é evitar a compra por impulso, o crediário e o cheque especial. O cartão de crédito só deve ser usado quando oferecer vantagens, e as faturas deverão ser pagas à vista.
Os gastos A e B por natureza não podem ser eliminados, mas verifique o quanto pode ser reduzido.
Os gastos do tipo C são aqueles que gostaríamos de continuar realizando,
são despesas que nos dão prazer ou facilitam nossa vida, mas o momento é de cautela e você deve verificar se o gasto é essencial. Se for preciso, elimine ou restrinja este tipo de gasto.
Enfim, os gastos do grupo D, como juros, multas, dívidas, empréstimos devem ser eliminados totalmente de seu orçamento.
Salientamos que perder o controle de suas dívidas incorporando o limite dado por bancos e cartões de crédito como parte de sua renda familiar, a pessoa fica com a sensação equivocada de poder consumir mais do que é a sua realidade financeira.
Por outro lado, evite utilizar o cheque especial como complemento de sua renda mensal, os juros são muito altos, não vale a pena.
É preciso botar tudo na ponta do lápis, trocar as dívidas mais caras pelas de menor custo, e livrar-se dos juros. Os bancos e os cartões de crédito têm interesse em renegociar o saldo, geralmente, por um juro bem menor e parcelado.
É muito importante, que dependendo da gravidade da situação, considere a possibilidade de vender algum bem, trocar investimentos e poupança pelo pagamento de dívidas.
Faça uma reserva de emergência para os imprevistos, inicie com pequeno valor mensal. Deposite tão logo receba o salário, se esperar para o final do mês, não vai sobrar nada. Se acontecer, o resultado ao longo do tempo será surpreendentemente favorável.
O hábito de administrar o seu dinheiro é mais importante do que quanto você ganha.
Diminuir custos é dificílimo e requer sacrifícios, é prolongar a gratificação futura. Sendo necessário abrir mão de certas coisas no curto prazo para depois poder obter outras mais importantes no médio e longo prazo.
Todo mundo, independentemente do quanto ganha ou possui, poderá diminuir custos e poupar. Porém, é possível que todos achem um jeito e façam isso, se você não diminuir custos e não guardar dinheiro, não importa o quanto seja difícil,
sua situação não vai melhorar. Verifique a maneira como você gasta cada unidade de Real e analise como é que você pode economizar para poder poupar.
Se gastarmos mais do que ganhamos, contraímos uma divida, se ganharmos mais do gastamos temos uma poupança.
Dívida é o dinheiro que devemos aos outros, por termos feito empréstimos ou por ter comprado coisas a prazo ou em prestações, com uma promessa de que reembolsaremos o dinheiro depois, sem pagar imediatamente por isto.
A gente pode planejar o consumo, pensando antes de comprar evitando pagar juros. Aqueles que poupam e compram à vista evitam financiamentos e juros, aumentam o poder de seu dinheiro, e pagam muito menos por tudo que compram, pois podem conseguir um preço melhor.
Poupar para comprar o que queremos requer disciplina, pois, deixamos de lado o bem-estar imediato, para pouparmos antes de comprar.
O endividamento pode prejudicar toda sua vida e da família e a única alternativa para colocar as contas em dia é se conscientizar da importância de mudar a cultua financeira.
Uma boa gestão financeira é fruto de uma série de pequenas ações que levam ao controle das contas. O primeiro passo para deixar de dever é controlar tos os seus gastos, para saber onde se pode economizar.
O processo de reeducação financeira é demorado, assim, não desista nos primeiros obstáculos. Persistência e disciplina é o grande segredo do sucesso financeiro.
O Plano A-B-C-D ou “orçamento de guerra” é um plano de emergência que deve ser realizado como alternativo. Estabelecer um orçamento doméstico é uma tarefa difícil, porém fundamental para quem planeja o próprio futuro e o de sua família.
GILBERTO SILVA
Economista de Finanças Pessoais
Cel 51 97247752 – Porto Alegre-RS
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