Economia doméstica – controlando nossos impulsos consumistas
- quarta-feira, outubro 14, 2009, 18:27
- Bem Estar, Comportamento, Notícias, Vivendo Melhor
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Por Vera Milman
Jornalista, Editora da Revista Tudo perto
veramilman@hotmail.com
Ouvi no noticiário do Rádio, que a dívida com cartão de crédito cresceu, e muito, nesses últimos meses, aqui no país, em relação ao ano passado. Os brasileiros estão se endividando mais do que deveriam ou que poderiam.
Desde do início do ano de 2008, decidi não ter mais cartão de crédito. Paguei todos e não me deixei cair em tentação de novas propostas que, por sinal, aparecem seguidas na minha caixa de correspondência. Descobri que é possível viver sem eles e viver melhor! Hoje, todas as minhas compras são à vista. Como é bom ter o dinheiro na mão e poder barganhar um preço mais em conta. Acho que, na medida do possível, as pessoas, em geral, deveriam refletir a respeito desse assunto. Ajustar o orçamento doméstico de acordo com as nossas finanças faz muito bem para a saúde física, mental e do bolso. Faz nos sentirmos donos da situação e líder de nós mesmos.
Claro que às vezes estamos com necessidade de um determinado produto e não temos todo o dinheiro para cobrir aquele valor, então, o jeito é partir para o crediário. Mas, isso não pode é vir a ser uma regra, tem que ser uma exceção. O controle das nossas economias é uma questão de atitude, representa nossa cultura familiar e que precisa ser revista quando as coisas não vão bem. Abrir muitas exceções dentro do orçamento pode prejudicar todo um projeto de vida.
Um dia desses, sai para comprar um fogão novo, mas antes fui ver nas lojas de grande porte, todas na mesma quadra da Rua Dr. Flores, no centro de Porto Alegre, como estavam os preços. Em outro dia fui efetuar a compra e optei por aquela loja que me deu maior desconto, claro. Consegui economizar 50 reais, comparando os preços. Pesquisar preços deve ser exercitado, antes de qualquer compra de vulto. Adquiri dos meus pais esse comportamento, eles valorizavam cada centavo que ganhavam. E eu também!
Para dar um exemplo de como nos deixamos levar pelos impulsos consumistas, no mesmo dia da compra do fogão novo, empolgada, talvez, por ter economizado 50 reais, resolvi comprar também algo novo prá mim. Fui até uma das lojas próximas e lá encontrei quatro blusinhas lindinhas, com um precinho muito atraente. Quando me dei conta, já estava na fila do Caixa com elas no braço. Mas, para minha sorte, uma luz ascendeu as lamparinas do meu juízo, e em segundos revisitei meu guarda-roupa e vi que elas eram semelhantes a tantas outras que já possuía . Por que eu preciso de mais blusas? Gastar por gastar, porque estavam com precinho bom? Não, não entro mais nessa!
Temos que aprender a comprar na hora certa, de acordo com as nossas reais necessidades. Naquele dia a razão prevaleceu. Mas não é fácil controlar a nossa vontade de consumir, do prazer de comprar… Não deixa de ser uma luta diária e requer disciplina. Sempre que possível procuro responder a esta pergunta, antes de entrar na loja: Estou realmente, verdadeiramente necessitando, nesse exato momento, desse produto? Saber dizer NÃO ao nosso espírito consumista é uma forma de domarmos nosso ímpeto por novidades. É controlar nossos instintos excêntricos que buscam uma reparação por nossa rotina estressante, sempre correndo contra o tempo… Mas isso é um novo assunto, que merece uma outra reflexão, pois mexe com nossas emoções.
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