<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Tudo Perto - Revista de Bairro &#187; amor</title>
	<atom:link href="http://tudoperto.com.br/tag/amor/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://tudoperto.com.br</link>
	<description>Sua revista de bairro em Porto Alegre</description>
	<lastBuildDate>Sun, 20 May 2012 15:57:22 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.2</generator>
<xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" />
		<item>
		<title>O futuro do Amor</title>
		<link>http://tudoperto.com.br/2010/10/19/o-futuro-do-amor/</link>
		<comments>http://tudoperto.com.br/2010/10/19/o-futuro-do-amor/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 19 Oct 2010 10:21:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>veramilman</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[Casamento]]></category>
		<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Divórcio]]></category>
		<category><![CDATA[Ego]]></category>
		<category><![CDATA[família]]></category>
		<category><![CDATA[Homem]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Personalidade]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Transição]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://tudoperto.com.br/?p=1527</guid>
		<description><![CDATA[Poderão até passar 1000 anos, mas o ser humano está condenado a encontrar alguém que o faz tremer, ficar sem fôlego, que o arrebata completamente. Há coisas que não mudam na essência da condição humana. A forma é que pode ser diferente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong><a href="http://tudoperto.com.br/wp-content/uploads/2010/10/rube1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1528" style="margin: 5px;" title="x" src="http://tudoperto.com.br/wp-content/uploads/2010/10/rube1-300x156.jpg" alt="" width="300" height="156" /></a>Por Dr. Rubens Mário Mazzini Rodrigues<br />
</strong>Médico Psiquiatra<br />
Rua Padre Chagas, 140 – 2 andar<br />
</em><a href="www.crisalida.yatros.com.br" target="_blank"><em>www.crisalida.yatros.com.br</em></a></p>
<p>Poderão até passar 1000 anos, mas o ser humano está condenado a encontrar alguém que o faz tremer, ficar sem fôlego, que o arrebata completamente. Há coisas que não mudam na essência da condição humana. A forma é que pode ser diferente. Há 100 anos, procurávamos o amor na nossa aldeia, agora fazemos isso a nível mundial, através da Internet. O que caracteriza o nosso tempo são dois aspectos fundamentais: <span style="text-decoration: underline;">diversidade</span> e <span style="text-decoration: underline;">transição</span>. Até pouco tempo atrás, só havia uma forma aceitável de duas pessoas viverem um amor; hoje cada dois têm maior liberdade para escolher como querem viver seus relacionamentos do modo que melhor atende às suas necessidades específicas. As grandes mudanças iniciadas no século passado, e que vem se aprofundando no século XXI, criaram um estado de transição no qual ainda não há padrões estabelecidos e em que muitas experiências estão em andamento. Desde a chamada “emancipação da mulher” a humanidade ainda não conseguiu equacionar de forma satisfatória, para citar apenas um aspecto, como cuidar e educar nossas crianças em uma realidade na qual ambos os pais passam a maior parte de seu tempo longe dos filhos e na qual a escola ainda não está preparada para suprir essa ausência.</p>
<p>Em 1926, <a href="http://hopemirrlees.com/">Helen Hope Mirrlees</a>, uma poetisa inglesa precursora das futuras feministas dos anos 60, já antecipando o impacto que seria causado pela então incipiente emancipação da mulher, reuniu algumas personalidades do universo cultural e os convidou a fazer algumas previsões sobre o futuro. Algumas das conclusões a que chegaram foram incrivelmente precisas:</p>
<ul>
<li>“<strong>O divórcio será mais fácil</strong>, barato e menos humilhante. Isto, provavelmente, conduzirá ao exercício do casamento experimental. A luxúria aumentará e chegará o dia em que o fato de a mulher ou o marido passarem a noite fora, deixando o parceiro em casa, não será considerado uma ameaça.” – <a href="http://www3.shropshire-cc.gov.uk/bennett.htm">Arnold Bennett</a>, escritor.</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>“Não haverá nenhuma lei</strong> que force um casal que se detesta a continuar vivendo juntos. A mulher deixará de ser uma máquina de fazer bebês. Homem e mulher verão um ao outro como parceiros e iguais, moral, física e economicamente.” – <a href="http://www.carolyar.com/Illinois/Family/ArthurHamilton.htm">Arthur Hamilton</a>, poeta.</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>“O laço do casamento se tornará mais solto</strong> e o número de crianças criadas apenas por um dos pais aumentará. As relações sexuais antes do casamento tornar-se-ão mais freqüentes.” – <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Leonard_Darwin">Leonard Darwin</a>, cientista, filho de Charles Darwin.</li>
<li>“<strong>Parece-me muito provável que o processo de encarar o casamento como um contrato com prazo de validade</strong> avançará a grande velocidade.” – <a href="http://www.poets.org/poet.php/prmPID/617">Hilaire Belloc</a>, poeta, ensaísta e jornalista.</li>
</ul>
<p>Que previsões poderíamos fazer <span style="text-decoration: underline;">hoje</span> para daqui a cem anos? Considerando-se a grande diversidade de relacionamentos que já encontramos nos dias de hoje, fica quase impossível fazer qualquer previsão sobre como as coisas serão em futuro tão distante, no entanto, algumas <a title="Tendências Moda Masculina Verão 2011" href="http://tudoperto.com.br/2009/09/12/tendencias-para-o-verao-201011-moda-masculina/" target="_self">tendências </a>podem ser apontadas. Uma delas, certamente, é o fato de que dificilmente voltaremos a ter um modelo único de relacionamento que possa ter as suas bases reguladas de forma simples por regimentos legais ou religiosos. Cada vez mais, cada casal irá estabelecer as bases de seu relacionamento de acordo com suas necessidades específicas.</p>
<p><a href="http://tudoperto.com.br/wp-content/uploads/2010/10/rube2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1529" title="rube2" src="http://tudoperto.com.br/wp-content/uploads/2010/10/rube2-209x300.jpg" alt="" width="209" height="300" /></a>Numa época em que mais de metade dos casamentos termina em divórcio é óbvio as nossas concepções tradicionais de relacionamento amoroso deixaram de funcionar e precisam de ser repensadas. A realidade das relações afetivas entre homem e mulher no nosso tempo está à beira do caos, deixando homens e mulheres perplexos sem saber bem como proceder em relação ao outro e sem saber o que podem realmente esperar de um relacionamento. Não há mais certezas e há cada vez menos ilusões em relação ao ideal romântico tradicional.</p>
<p>Nos dias de hoje não há quase ninguém que não tenha tido um desgosto no amor, uma relação mal sucedida, uma separação devastadora ou uma terrível noite a sós no sofá da sala ou em um quarto de hotel. A realidade desmantelou a nossa imagem mítica ideal do que deveria ser um &#8220;amor perfeito&#8221;. Apesar de termos aprendido, muitas vezes dolorosamente, que as relações não são a solução para tudo, continuamos a buscá-las, a desejá-las, esperando que possam nos fazer felizes, que ainda possamos encontrar um sentindo na vida íntima a dois. Apenas uma certeza permanece verdadeira por todo o sempre: <strong>na ausência de relacionamentos não somos nada</strong>. Mas, ao final das contas, para que servem mesmo os relacionamentos? O relacionamentos possuem uma função primordial: nos permitir conhecer a nós mesmos, quem realmente somos. O Eu só pode saber quem é <em>através</em> do Tu. Somente posso ver em mim o que vejo no outro, servimos de espelho uns para os outros.</p>
<p><a href="http://tudoperto.com.br/wp-content/uploads/2010/10/rube3.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1530" title="rube3" src="http://tudoperto.com.br/wp-content/uploads/2010/10/rube3-300x226.jpg" alt="" width="300" height="226" /></a>Uma outra característica do nosso tempo é a busca desenfreada pela satisfação dos desejos do egos individuais. Queremos cada vez mais e, por mais que alcancemos o que queremos, nunca ficamos satisfeitos. Isso ocorre porque o ego é, por natureza, insaciável. Como nos ensinou Lacan, o gozo nunca é completo. Todos conhecemos &#8211; ou até mesmo já vivemos ou estamos vivendo &#8211; histórias as mais diversas, reveladoras desse caos nos relacionamentos. O caso da mulher, supostamente bem casada, mãe de uma criança pequena, que para preencher as suas necessidades emocionais mantém duas relações sexuais fora do casamento. O caso do homem ou da mulher, que após dois casamentos mal sucedidos, está pela terceira vez em uma união romântica aparentemente ideal, que se encontra novamente à beira do divórcio, após dez anos de um suposto “casamento perfeito&#8221;. O caso da mullher divorciada que mantém uma relação virtual pela Internet com um homem casado que vive a centenas de quilometros de distância. O caso da mulher que vive ligações sexuais simultâneas com dois homens na mesma cidade. O caso do homem e da mulher de meia-idade, casados por duas vezes e pais de três filhos, que se propõe a viver um relacionamento aberto na tentativa de preservar o casamento. O caso dos casais que adotam o <em>swing</em>, na espectativa de re-encontrar o gozo e a emoção que já não conseguem alcançar na intimidade. O caso do casal em que cada um mantém um relacionamento extraconjugal em segredo para suprir as carências afetivas do casamento. O caso da mãe solteira mantém uma ligação há vinte anos com um homem casado com quem tem filho natural. O caso da mulher que não mais acredita nas possibilidade de um relacionamento amoroso e decide fazer uma “produção independente”. O caso de homens e mulheres que exploram seriamente formas alternativas de relacionamento, como é o caso do <em>poliamor</em>, também conhecido como monogamia ética consensual.</p>
<p><a href="http://tudoperto.com.br/wp-content/uploads/2010/10/rube4.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1531" title="rube4" src="http://tudoperto.com.br/wp-content/uploads/2010/10/rube4-214x300.jpg" alt="" width="214" height="300" /></a>Ao lado dessa enorme diversidade e experimentos, de onde vem surgindo novas formas de amor, nas quais a principal preocupação ainda é <strong>a satisfação dos anseios dos egos de cada um</strong>, vem surgindo um novo paradigma, que emerge de uma evolução do nível de consciência, ainda quase imperceptível, mas que vem ocorrendo de modo cada vez mais acelerado, no qual os parceiros tomam consciência de que: se realizar <strong>um com o outro</strong> não é cada um <strong>tirar do outro o que precisa para si</strong>, mas <strong>dar um ao outro o que cada um precisa</strong> para crescer e tornar-se plenamente o que pode ser. Esse paradigma considera que <strong>não fomos feitos um para o outro, mas estamos aqui, um para outro</strong>. Esse novo par tem, também, a consciência de que essência do amor é a liberdade (não confundir com libertinagem), de que tudo o que é vivo está em constante movimento e transformação, de que o amor não limita, não possui, não controla, mas expande e libera a melhor parte de quem nós somos. Passamos o século passado explorando nossa identidade psicológica (<em>Eu, Self</em>). Os relacionamentos, como os conhecemos até agora, têm sido uma empreitada de nossas personalidades (egos). Enquanto nossos relacionamentos forem definidos por nossas personalidades, eles fatalmente irão continuar a nos desapontar. A personalidade é voraz, e nunca fica satisfeita, por conseguinte espera que o relacionamento nos ofereça felicidade perfeita e controlável de acordo com os inesgotáveis desejos do ego.</p>
<p>Resumindo. Os relacionamentos, como os conhecemos até agora, estão em mutação. O que de fato está mudando:</p>
<ul>
<li>A idéia de que um relacionamento possa ser perfeito.</li>
<li>A idéia de que um relacionamento deva ser eterno.</li>
<li>A idéia de que existe um único modelo de relacionamento.</li>
<li>A idéia de relacionar-se com o objetivo de satisfazer o ego de cada um.</li>
<li>A ênfase no crescimento material.</li>
<li>Tendência cultivar a sacralidade do relacionamento através de princípios espirituais baseados na consciência e não em dogmas.</li>
</ul>
<p>Enquanto a espécie humana habitar o Universo sempre veremos duas pessoas se unindo e co-criando a vida a fim de viverem a experiência única pela qual todos ansiamos: uma experiência de amor físico, emocional e espiritual livre da dominação de um sobre o outro.</p>
<p><strong>Bibliografia Consultada:</strong></p>
<p>Alberoni, Francesco. <em><a href="http://books.google.com.br/books?id=jXGoQAAACAAJ&amp;dq=Enamoramento+e+Amor&amp;hl=pt-BR&amp;ei=ppuyTPiwB8P78Aa7-sWgCQ&amp;sa=X&amp;oi=book_result&amp;ct=result&amp;resnum=1&amp;ved=0CDUQ6AEwAA" target="_blank">Enamoramento e Amor</a></em>.</p>
<p>Alberoni, Francesco. <em><a href="http://books.google.com.br/books?id=y_fZAAAAMAAJ&amp;q=o+erotismo+francesco+alberoni&amp;dq=o+erotismo+francesco+alberoni&amp;hl=pt-BR&amp;ei=3puyTLLtEMH78Abm-52fAg&amp;sa=X&amp;oi=book_result&amp;ct=result&amp;resnum=1&amp;ved=0CCgQ6AEwAA" target="_blank">O Erotismo</a></em>.</p>
<p>Berne, Eric. <em><a href="http://books.google.com.br/books?id=pkLYGwAACAAJ&amp;dq=Sexo+e+Amor+eric+berne&amp;hl=pt-BR&amp;ei=BZyyTJ-hMcL58AbV86C6Dg&amp;sa=X&amp;oi=book_result&amp;ct=result&amp;resnum=1&amp;ved=0CDIQ6AEwAA" target="_blank">Sexo e Amor</a>.</em></p>
<p>Cushnir, Luiz. <em><a href="http://books.google.com.br/books?id=LE9q2YcCbcoC&amp;printsec=frontcover&amp;dq=Os+Bastidores+do+Amor&amp;hl=pt-BR&amp;ei=PZyyTLm5K8L38AbV4tmiCQ&amp;sa=X&amp;oi=book_result&amp;ct=result&amp;resnum=1&amp;ved=0CDIQ6AEwAA#v=onepage&amp;q&amp;f=false" target="_blank">Os Bastidores do Amor</a>.</em></p>
<p>Klein, Melanie. <em><a href="http://books.google.com.br/books?id=PeH97Ev-X34C&amp;dq=inauthor:%22MELANIE+KLEIN%22&amp;hl=pt-BR&amp;ei=RpuyTIGMKIH48Abm8pWfCQ&amp;sa=X&amp;oi=book_result&amp;ct=result&amp;resnum=7&amp;ved=0CEYQ6AEwBg" target="_blank">Amor, Culpa e Reparação</a>.</em></p>
<p>Kingma, Daphne Rose. <em><a href="http://books.google.com.br/books?id=4mluQgAACAAJ&amp;dq=Para+viver+um+amor+de+verdade&amp;hl=pt-BR&amp;ei=H5yyTJbJJ8H88AbiucGmCQ&amp;sa=X&amp;oi=book_result&amp;ct=result&amp;resnum=1&amp;ved=0CDIQ6AEwAA" target="_blank">Para viver um amor de verdade</a>.</em></p>
<p>Kingma, Daphne Rose. <em><a href="http://books.google.com.br/books?id=zC8AAAAACAAJ&amp;dq=the+future+of+love&amp;hl=pt-BR&amp;ei=7JqyTKPLFYG78garwNmhCQ&amp;sa=X&amp;oi=book_result&amp;ct=result&amp;resnum=1&amp;ved=0CCsQ6AEwAA" target="_blank">The Future of Love</a>.</em></p>
<p>Paz, Octavio. <em><a href="http://www.google.com.br/search?tbs=bks:1&amp;tbo=p&amp;q=+inauthor:%22Octavio+Paz%22" target="_blank">Dupla Chama</a></em>.</p>
<p>Rougemont, Denis de. <em><a href="http://books.google.com.br/books?id=V_bfQwAACAAJ&amp;dq=Hist%25C3%25B3ria+do+Amor+no+Ocidente&amp;hl=pt-BR&amp;ei=wZyyTNrNHoH48Abt8pWfCQ&amp;sa=X&amp;oi=book_result&amp;ct=result&amp;resnum=1&amp;ved=0CDIQ6AEwAA" target="_blank">História do Amor no Ocidente</a>.</em></p>
<p>Walsch, Neale Donald. <em><a href="http://books.google.com.br/books?id=kiqNQgAACAAJ&amp;dq=Aprendendo+a+Conviver+com+quem+se+ama&amp;hl=pt-BR&amp;ei=5JyyTP7JD4G78gaNwtmhCQ&amp;sa=X&amp;oi=book_result&amp;ct=result&amp;resnum=1&amp;ved=0CDIQ6AEwAA" target="_blank">Aprendendo a Conviver com quem se ama</a>. </em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://tudoperto.com.br/2010/10/19/o-futuro-do-amor/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A dificuldade das pessoas com mais de 50 anos em assumir um novo relacionamento</title>
		<link>http://tudoperto.com.br/2010/01/20/a-dificuldade-das-pessoas-com-mais-de-50-anos-em-assumir-um-novo-relacionamento/</link>
		<comments>http://tudoperto.com.br/2010/01/20/a-dificuldade-das-pessoas-com-mais-de-50-anos-em-assumir-um-novo-relacionamento/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 12:11:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>veramilman</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bem Estar]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Vivendo Melhor]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[maturidade]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[terceira idade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://tudoperto.com.br/?p=1100</guid>
		<description><![CDATA[Por Juarez F.Rodrigues As pessoas nesta idade possuem experiências necessárias para não repetir novos enganos, pois o acontecido em suas vidas a marcaram bastante para que se abram para novos relacionamentos amorosos. Mas por que então,estes novos relacionamentos amorosos acontecem de forma tênue, fragmentada, sem intenso envolvimento e deixando, em muitas vezes, as queixas de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong><a href="http://tudoperto.com.br/wp-content/uploads/2010/01/mature_couple.jpg"></a><a href="http://tudoperto.com.br/wp-content/uploads/2010/01/mature_couple.jpg"></a><a href="http://tudoperto.com.br/wp-content/uploads/2010/01/juarez.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1222" title="juarez" src="http://tudoperto.com.br/wp-content/uploads/2010/01/juarez.jpg" alt="" width="131" height="165" /></a>Por Juarez F.Rodrigues</strong></em></p>
<p>As pessoas nesta idade possuem experiências necessárias para não repetir novos enganos, pois o acontecido em suas vidas a marcaram bastante para que se abram para novos relacionamentos amorosos. Mas por que então,estes novos relacionamentos amorosos acontecem de forma tênue, fragmentada, sem intenso envolvimento e deixando, em muitas vezes, as queixas de que não se consegue ser feliz e encontrar a outra metade?</p>
<p>Ocorre que homens e mulheres funcionam diferentemente. O homem sozinho precisa criar um novo modo de vida, ao qual não tinha tido anteriormente, sem referência. E para tanto busca uma companheira que entenda seu projeto pessoal e dele participe, acreditando que a outra parte seja entendedora e abra mão também de alguma de suas coisas.Aí está a questão! Na maioria das vezes isto não acontece.</p>
<p>As mulheres nesta idade já construíram um porto seguro, estão estabelecidas no sentido de que já viveram e realizaram as tarefas do ser humano em desenvolvimento tais como: casar, ter filhos, netos, ter sua própria casa, marido, aposentadoria ou pensão, entre outras. O que lhes sobra de agora em diante é apenas viver, e eventualmente satisfazer sua necessidade sexual. Mas para isto a mulher precisa de um motivo para esta relação, precisa desenvolver afeto por alguém.</p>
<p>O homem para relacionar-se sexualmente não precisa desenvolver este afeto, e ele não consegue enxergar isto nas mulheres e não tem paciência e tolerância suficiente para gerar um afeto do jeito que a mulher precisa e espera. Começa aí um conflito.</p>
<p>Aí continua a queixa de ambos os lados. Continuo sozinho porque ninguém me entende e ninguém me quer!</p>
<p>Mas o que fazer para que tudo isto se transforme em um belo encontro de um homem e uma mulher, e a partir daí viver um grande amor?</p>
<p>Em primeiro lugar, tanto o homem como a mulher devem ter um conhecimento de si próprios, sem dissimulações, encarando-se em nu no espelho, perguntando-se o que querem pra si e o que pode fazer para si.</p>
<p>Em segundo, quando um encontrar o outro,conversar com o coração desarmado, tanto de um homem para uma mulher, como de uma mulher para um homem. Serem extremamente honestos, deixando a mostra todos os seus limites, suas inseguranças, seus defeitos e virtudes e deixando bem claro a fronteira de seus espaços. Estes deverão ser respeitados por ambos. Declarar seus projetos pessoais, se os tiver, para que o outro os conheça e os respeite, e quem sabe inserir-se nele, de forma livre, e da possibilidade eminente de um projeto novo, o a dois.</p>
<p><a href="http://tudoperto.com.br/wp-content/uploads/2010/01/capamassinha1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1133" title="capamassinha" src="http://tudoperto.com.br/wp-content/uploads/2010/01/capamassinha1.jpg" alt="" width="142" height="209" /></a></p>
<p>Livro: Massinha<br />
<strong>Autor: Juarez F. Rodrigues<br />
Valor: R$ 13,90<br />
Pedidos: cel. 8422.1052<br />
Av Protásio Alves, 491 &#8211; sala 202</strong></p>
<p><strong>Locais de venda:</strong> Todas as Livrarias Saraiva de POA (Moinhos, Iguatemy, Barrashopping, Andradas e P. Belas), Liv. Cultura (Bourbon Country), Liv. Londres, Bie-livros e Beth Livros (HCPA).<br />
<a href="http://tudoperto.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Livromassinha.jpg"></a></p>
<p><a href="http://tudoperto.com.br/wp-content/uploads/2010/01/massinha2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1223" title="massinha2" src="http://tudoperto.com.br/wp-content/uploads/2010/01/massinha2-219x300.jpg" alt="" width="219" height="300" /></a><a href="http://tudoperto.com.br/wp-content/uploads/2010/01/capamassinha.jpg"></a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://tudoperto.com.br/2010/01/20/a-dificuldade-das-pessoas-com-mais-de-50-anos-em-assumir-um-novo-relacionamento/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Entrevista: Amor, Paixão e Dor &#8211; Com</title>
		<link>http://tudoperto.com.br/2009/06/07/entrevista-amor-paixao-e-dor/</link>
		<comments>http://tudoperto.com.br/2009/06/07/entrevista-amor-paixao-e-dor/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 00:18:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>veramilman</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bem Estar]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Vivendo Melhor]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[dia dos namorados]]></category>
		<category><![CDATA[paixão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://tudoperto.com.br/?p=524</guid>
		<description><![CDATA[O sentimento amoroso pode ser, ao mesmo tempo, a experiência mais maravilhosa e mais perturbadora da existência. Nesta entrevista, o médico psiquiatra Rubens Mário Mazzini Rodrigues nos fala sobre Amor, Paixão e Dor e sobre como esses sentimentos ocorrem e interferem na vida de todos podendo trazer tanto felicidade quanto sofrimento, em proporções variáveis, dependendo das circunstâncias.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-525" title="namorados" src="http://tudoperto.com.br/wp-content/uploads/2009/06/namorados.jpg" alt="namorados" width="200" height="201" /></p>
<p><strong>Entrevista com Dr. Rubens Mário Mazzini Rodrigues, médico psiquiatra &#8211; <a href="http://www.yatros.com.br" target="_self">www.yatros.com.br</a>, feita pela jornalista Vera Milman</strong></p>
<p><strong>Qual a diferença &#8220;clássica&#8221; entre AMOR e PAIXÃO</strong>?</p>
<p>Antes um alerta. Esse é um tema muito amplo, além de controverso, para ser abordado no âmbito de uma entrevista. Podemos aqui apenas dar respostas parciais a algumas questões e levantar outras que ficarão sem resposta. Do ponto de vista &#8220;clássico&#8221;, aquele que está enraizado no imaginário popular, &#8220;paixão&#8221; é um amor intenso, de maior magnitude, algo muito desejável, uma experiência maravilhosa que todos gostariam de vivenciar. Estar apaixonado é uma das vivências mais valorizadas, a ponto de as pessoas que nunca se apaixonaram sentirem-se frustradas por nunca terem sido abençoadas com algo tão maravilhoso como a paixão. Muito(a)s sentem-se deprimido(a)s por ainda não terem encontrado uma grande paixão. O amor é considerado um sentimento mais suave, menos intenso, mas mais duradouro, que não chega a arrebatar a pessoa como a paixão.</p>
<p><strong>Na prática estas diferenças são pontuais, visíveis</strong>?</p>
<p>Sim, são visíveis, pois a pessoa tomada de paixão sofre uma mudança que pode ser percebida na sua expressão facial, no comportamento, na postura corporal. A pessoa fica sonhadora, suspirosa, anda flutuando, tem diminuição do apetite e da necessidade de sono, o coração bate mais forte, enfim, todos conhecem bem os sintomas.</p>
<p><strong>A paixão é sempre um sentimento doentio, excessivo</strong> em relação à <strong>outra pessoa?<br />
</strong><br />
Bem, é aí que pode ocorrer uma divergência ou controvérsia entre a visão romântica tradicional e a visão do ponto de vista da psicologia ou até mesmo da psicopatologia e da neuropsicofisiologia. Etmologicamente a palavra paixão tem a mesma origem de pathos (doença), tem o sentido de um grande sofrimento, como foi a paixão de Cristo ao antever o que sentiria ao ser cruxificado. Do ponto de vista psicológico a paixão é um estado alterado de consciência que pode ser muito perturbador. Dependendo de como a pessoa reage a esse estado ela pode chegar a um estado que pode ser definido como patológico ou neurótico. Freud não tinha dúvidas de que se tratava de uma neurose, especialmente quando estava associada a sentimentos patológicos de ciúme, na qual o indivíduo apaixonado está sempre encontrando rivais imaginários por todos os lados, o que poderia estar relacionado a um complexo de Édipo mal elaborado ou a dificuldades de auto-estima (que Jung chamou de complexo de inferioridade) com uma conseqüente supervalorização do objeto amoroso. Há ainda a paixão não correspondida (platônica) que pode se tornar uma obsessão. A pessoa vítima de paixão obsessiva não se conforma ou não aceita o rompimento de um relacionamento ou o fato de seu amor não ser correspondido por seu objeto de amor, algo que está relacionado ao narcisismo primário. Aquilo que popularmente se chama de paixão é o sentimento de amor nascente ou enamoramento, que é um sentimento agradável, que traz uma sensação de grande felicidade.</p>
<p><strong>A paixão pode levar ao amor&#8230;em que momento e quando percebemos que isto acontece?<br />
</strong><br />
Bom, teremos que usar um termo redundante, &#8220;paixão doentia&#8221;, para diferenciar do que seria uma &#8220;paixão normal&#8221; (enamoramento). A paixão doentia não evolui para o amor, pois não se trata de um sentimento autêntico de amor, mas sim de um sentimento provocado por carências e dificuldades emocionais ou de personalidade do indivíduo. O enamoramento, como estado nascente, este sim pode levar a um amor maduro, saudável e duradouro. Isso acontece no momento em que se demonstra capaz de atender de forma suficientemente satisfatória as necessidades afetivas dos indivíduos envolvidos.</p>
<p><strong>A pessoa apaixonada sofre, padece, perde a paz. O que podemos fazer para que ela não perca a capacidade de realidade?<br />
</strong><br />
Essa perda da paz interior é a principal característica da pessoa vítima de uma paixão patológica. Nesse estado a pessoa, na verdade, já está com a sua capacidade de juízo da realidade bastante comprometida. Argumentos racionais, apelos à razão ou a simples confrontação com a realidade parecem não ajudar. Tentativas nesse sentido podem frustrar mais ainda o indivíduo que pode se tornar hostil (irritado) e até mesmo agressivo com os amigos ou familiares que tentam ajudá-lo. Apenas através do entendimento do que está acontecendo com suas emoções é capaz de ajudar o indivíduo a superar o estado de paixão, para isso pode ser necessário um atendimento psicoterápico e, inclusive, psiquiátrico, pois, dependendo do nível de ansiedade, pode ser necessário o uso de medicamentos, mesmo porque pode haver um outro transtorno subjacente, o que não é incomum.</p>
<p><strong>Qual o perfil psicológico de uma pessoa que se apaixona e se envolve demasiadamente com o sujeito/objeto de sua paixão?<br />
</strong><br />
Podem existir as mais diversas situações e diferentes níveis de gravidade nos casos de paixão. O perfil psicológico das pessoas afetadas, portanto, pode ser muito variável. Mas, pode-se afirmar com pouca margem de erro que, via de regra, há alguma fragilidade na formação da personalidade, aspectos pouco desenvolvidos ou insuficientemente amadurecidos da personalidade que predispõe o indivíduo a vir a apresentar esse tipo de sofrimento, ou seja, falhas na formação emocional básica, em especial na capacidade de suportar frustrações.</p>
<p><strong>A paixão pode levar à loucura, literalmente?</strong></p>
<p>Primeiro seria necessário definirmos o que é &#8220;loucura&#8221;. O que vulgarmente é chamado de &#8220;loucura&#8221; são transtornos psiquiátricos mais graves, que normalmente são pré-existentes, a frustração amorosa pode, no máximo, funcionar como um fator precipitante de uma agudização. É difícil se afirmar que um indivíduo antes normal possa adoecer gravemente em função de um estado nascente, no máximo poderá ocorrer uma reação depressiva breve em função de uma frustração ou perda amorosa ou o que se chama de reação de ajustamento no caso do término de um relacionamento duradouro.</p>
<p><strong>Como tratar pessoas que perdem a noção da realidade quando estão apaixonadas? Há remédio para isso?<br />
</strong><br />
Não existe um &#8220;remédio&#8221; específico para a paixão, mesmo porque esta não é uma entidade clínica simples, mas uma síndrome (conjunto de sinais e sintomas) que pode estar presente em diferentes circunstâncias. Como sempre em medicina, cada caso é um caso. Precisa-se, então, encontrar as soluções mais apropriadas para cada caso, tanto do ponto de vista psicoterápico quanto medicamentoso (quando necessário), o que será feito a partir de um diagnóstico cuidadoso da situação de cada indivíduo.</p>
<p><strong>É possível dizer que pessoas com este perfil são geralmente pessoas depressivas?<br />
</strong><br />
Generalizar seria inapropriado. No entanto, é provável que uma boa percentagem das pessoas acometidas de paixão possam apresentar um transtorno de humor subjacente. Atualmente sabe-se que o estado nascente é capaz de ocasionar a liberação de um potente neurotransmissor responsável pelas reações próprias deste estado, que popularmente tem sido chamado de &#8220;droga da paixão&#8221;. No caso de pessoas deprimidas, esse neurotransmissor pode ter ume feito benéfico, de alívio dos sintomas depressivos, o que pode ocasionar uma espécie de dependência química, do tipo cantado por Rita Lee na canção que diz &#8220;sou dependente do amor&#8221;. Há pessoas como que &#8220;viciadas&#8221; em paixão, precisando saltar de uma paixão para outra, nunca se estabilizando em um relacionamento amoroso duradouro.</p>
<p><strong>Quando a paixão pode ser benéfica, positiva?<br />
</strong><br />
Quando não é patológica, no caso, o estado de enamoramento bem sucedido. No entanto, mesmo um enamoramento mal sucedido ou uma paixão, depois de superada pode trazer lições de vida importantes, levando ao crescimento pessoal, desde que o indivíduo consiga identificar e resolver os conflitos emocionais e afetivos que estavam por trás do seu surgimento.</p>
<p><strong>Na sua experiência de consultório quem mais sofre deste mal o homem ou a mulher?<br />
</strong><br />
As mulheres, em função de serem, de modo geral, serem mais suscetíveis a depressão e a outros transtornos emocionais, tendem a apresentar esse tipo de problema com mais freqüência. Essa é uma questão muito complexa, pois envolve um tema ainda mais amplo que é o universo das relações homem-mulher, com todas as suas complicações. Haveria que se considerar, por exemplo, até que ponto, ou de que maneira, as reações e atitudes distintas de cada gênero sexual podem influenciar o que acontece nesses casos.</p>
<p><strong>A paixão não tem idade, mas em que período da</strong> vida ela é mais <strong>suscetível?</strong></p>
<p>Sim, a princípio a paixão pode acometer pessoas de todas as idades, mas, sem dúvida, é mais comum na juventude, quando as pessoas estão mais afeitas e disponíveis ao enamoramento.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://tudoperto.com.br/2009/06/07/entrevista-amor-paixao-e-dor/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

