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	<title>Tudo Perto - Revista de Bairro &#187; Psicologia Clínica</title>
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	<description>Sua revista de bairro em Porto Alegre</description>
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		<title>Como Lidar com as Perdas</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Apr 2009 20:25:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>veramilman</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Psicologia Clínica]]></category>
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		<description><![CDATA[A incontestabilidade da existência das perdas nos reporta a um dos principais, senão o principal desafio da vida humana. "Como enfrentar essa dor que de tão intensa torna-se até visceral para algumas pessoas?”]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-10 alignleft" title="luciane" src="http://tudoperto.com.br/wp-content/uploads/2009/04/luciane.jpg" alt="luciane" width="150" height="225" />A incontestabilidade da existência das perdas nos reporta a um dos principais, senão o principal desafio da vida humana. &#8220;Como enfrentar essa dor que de tão intensa torna-se até visceral para algumas pessoas?” Quem responde sobre isso é a psicóloga LUCIANE SAUTHIER, especialista em Psicologia Clínica, com formação em Terapia Sistêmica de Casal e Família.</p>
<p><strong>Quais os tipo de &#8220;perdas&#8221; que podemos enfrentar na vida?</strong></p>
<p>Os tipos de perdas que podemos enfrentar são as Normativas consideradas inerentes ao processo de desenvolvimento, como por exemplo, a passagem da infância para a adolescência. As perdas por Separação onde ocorrem rupturas e afastamentos, como numa separação conjugal e aposentadoria. Perdas por Morte de pessoas que amamos ou a nossa própria morte. Perdas por Doenças que gerem limitações e ou incapacidades físicas ou emocionais.<br />
<strong><br />
De todas elas, a MORTE é mais terrível, com maior dificuldade de superação?</strong></p>
<p>Sim, a Morte é considerada a mais difícil de todas as perdas, pois a Morte é a ruptura de um vínculo que não tem mais retorno. Mesmo que a pessoa tenha crenças religiosas que fortaleçam a idéia de reencontrar a pessoa perdida, o que é considerado em muitos casos importante e saudável para haver conforto emocional. Esse reencontro no nível terreno não é mais possível, e a vida deve ser reestruturada sem a presença dessa pessoa.<br />
<strong><br />
Temos mais medo da morte de uma pessoa amada ou da nossa própria morte?</strong></p>
<p>Não necessariamente as pessoas têm mais medo da morte dos outros do que da sua própria morte, algumas pessoas com traços fóbicos exprimem um medo acentuado de morrer, mas no geral as pessoas relatam ter mais medo da morte de uma pessoa amada do que da sua própria. Isso está associado ao medo intenso do sofrimento, dor, pesar e desequilíbrios que podem ocorrer com a morte do outro. Quando ocorre a morte de uma pessoa próxima a nós, nos reportamos a um fato básico da vida, que é a finitude. Ao nos depararmos com um desequilíbrio, a ilusória onipotência de termos controle nas nossas vidas se desfaz.</p>
<p><strong>O que faz com que uma pessoa tenha maior poder de superação do que outra?</strong></p>
<p>As pessoas que têm mais capacidade de resiliência são as que conseguem superar com mais facilidade suas perdas. As pessoas resilientes são aquelas que têm uma habilidade mais desenvolvidas para enfrentar situações adversas e de crises. Portanto, essas pessoas viverão seus lutos e terão sofrimento como todas as outras, mas apresentam maiores condições de lidar com o problema.</p>
<p><strong>Quais as fases que a pessoa vivencia depois de uma perda significativa?</strong></p>
<p>As fases que freqüentemente vivencia-se após uma perda são: primeira, entorpecimento; é o momento do choque, ocorre uma espécie de torpor, e há uma descrença e uma negação da perda ocorrida. Segunda, anseio e protesto; há a tentativa de recuperação do que fora perdido. Nessa fase, destacam-se os sentimentos de inquietação e de raiva. Terceira, desespero. Ocorre o reconhecimento da perda e a imutabilidade dessa. A pessoa fica desmotivada, apática, e com sinais expressivos de depressão. Quarta fase: recuperação e restituição. A tristeza profunda se mescla com os sentimentos mais positivos, ocorrendo tolerância e aceitação dos fatos.</p>
<p><strong>Uma pessoa que enfrenta esta perda está sujeita a que tipos de doenças?</strong></p>
<p>As pessoas que não conseguem superar as suas perdas estão sujeitas a doenças tanto em nível psicoemocional como as depressões, e em casos mais graves, até às psicoses, como à doenças orgânicas, as mais diversas, em função de somatizações.</p>
<p><strong>Qual o tratamento indicado nesta situação?</strong></p>
<p>Os tratamentos mais indicados são as psicoterapias, acompanhadas de tratamentos medicamentosos nos quadros mais delicados.</p>
<p><strong>De que forma a família, amigos podem colaborar para auxiliar no tratamento desta pessoa?</strong></p>
<p>Uma rede de apoio composta de familiares e amigos, muitas vezes é determinante na superação de um luto. As pessoas que estão envolvidas nesse apoio devem observar para não exagerar nos ganhos secundários, buscando retirar todos os obstáculos da vida cotidiana do enlutado, pois isso pode gerar uma situação de reforço do quadro, não convidando a pessoa para enfrentamento.</p>
<p><strong>Da tua experiência de consultório é possível dizer quem tem maior dificuldade de aceitar determinadas perdas, de superar a dor?</strong></p>
<p>Sim, geralmente são aquelas pessoas que apresentavam quadros anteriores de alteração de humor e um nível excessivo de dependência da pessoa perdida.</p>
<p><strong>Luciane Sauthier </strong>faz atendimento individual, casal e familiar.</p>
<p>Consultório em Porto Alegre – Rua César Lombroso, 49 sala 207 – Bairro Rio Branco</p>
<p>Cel. (51) 9997.9699</p>
<p>Soledade &#8211; RS – Fone: (54) 3381.4478</p>
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